História do Rock - Dia 1

Nesse primeiro dia do minicurso apresentei a proposta do minicurso e falei sobre alguns fatos importantes para a história do rock. Apresentei músicas que estavam no contexto do blues e dos primeiros artistas do rock (décadas de 1940 e 1950) e falei também sobre um panorama geral do rock a partir deste infográfico:

Montei duas playlists a partir do que foi discutido nesse primeiro dia. A primeira é só com músicas das décadas de 1940 e 1950:

Já na segunda eu coloquei algumas músicas de artistas/grupos que foram mencionados na discussão:

Dia 03 de Junho será o próximo encontro do minicurso. Nesse dia vou abordar o período que vai da década de 1950 ao início dos anos 60.

 

O que é um podcast?

Atualmente eu tenho trabalhado muito com podcasts e sempre encontro alguém que ainda não conhece essa mídia e nem sabe como assinar ou ouvir esses programas.

Pra quem ainda não sabe o que é podcast: uma explicação simples (mas não tecnicamente a melhor) é que um podcast é como um programa de rádio, mas distribuído pela internet. Uma explicação mais técnica, você encontra aqui.

Como posso escutar um podcast?

1. Você pode escutar diretamente na web (no site onde o podcast é publicado vai ter sempre um player);

2. Você pode fazer o download desse programa em mp3 no site do podcast e escutar em qualquer lugar (geralmente tem a opção de fazer esse download);

3. Você pode utilizar um aplicativo no smartphone ou tablet para assinar o feed e receber as atualizações do podcast automaticamente. Esses aplicativos são chamados de agregadores.

Exemplos de agregadores de podcasts disponíveis na Google Play.

Exemplos de agregadores de podcasts disponíveis na Google Play.

Aqui você encontra uma lista bem extensa com alguns podcasts produzidos atualmente no Brasil.

O que eu aprendi nesse semestre

Todo final de semestre eu escrevo alguma coisa sobre o que aprendi no processo das aulas. Na maior parte das vezes eu guardo pra mim mesmo, mas às vezes eu acho que vale compartilhar isso que eu acho que aprendi. Eu escrevi esse texto especificamente para os estudantes que cursaram disciplinas comigo nesse semestre (2015/2), mas essas reflexões retratam, de certa forma, a visão que estou construindo sobre a educação. Enfim, se você quiser ler, está aqui:

Eu aprendi que o trabalho do professor é um exercício de errar. E, ao contrário do que se diz, errando muito a gente não aprende a acertar; a gente aprende a errar melhor, não mais, mas melhor, com elegância, com tranquilidade. Então, que os erros que eu cometi agora me fortaleçam pra que no futuro eu, pelo menos, tenha clareza do que estiver fazendo - e isso já será muito.

Também entendi melhor que, por mais que eu me preocupe com a avaliação, eu sempre vou ter dúvidas sobre o que fazer para avaliar direito, vou ser injusto algumas vezes, magoar algumas pessoas e me chatear por ter feito isso. Mas é que ninguém realmente sabe como se avalia alguém, e o fato de eu ter algumas convicções em relação a isso não muda nada.

Gif criado por Romain Laurent

Gif criado por Romain Laurent

Além disso, entendi que para a maioria dos estudantes ser avaliado não tem a ver com aprender, mas com conquistar. Por isso, para essa maioria, a nota é mais importante do que o processo. Em um concurso a vitória de um é a derrota do outro. Mas em uma sala de aula não deveria ser assim. E, por isso, se a sua nota é maior ou menor do que a de alguém, isso não deveria ser um problema. Mas a realidade é diferente do que "deveria ser". Pra mim o processo é sempre o mais importante e eu quero acreditar que mais pessoas pensam assim. Só que quando a gente fala de nota isso simplesmente não funciona e eu aprendi a aceitar isso como um fato. Mas tudo bem, nos próximos semestres eu vou continuar experimentando coisas, mesmo entendendo que a maioria delas pode não dar em nada. Os estudantes passam por mim, se esquecem de mim e no final eu sinto que só eu realmente me importo com o que eu faço (o que é injusto, porque sempre tem mais alguém que se importa). Sendo assim, apesar de eu continuar me importando, vou tentar não me incomodar quando alguma coisa não funcionar bem.

Nesse semestre eu também reaprendi algo importante: que o trabalho de um professor nunca vai chegar pra todo mundo. A maioria das pessoas na sala iria embora no primeiro dia se eu dissesse que elas já estavam aprovadas, e eu sei que isso não é falta de consideração comigo, mas sim algo relacionado à praticidade da vida - se você pode encurtar uma tarefa e precisa de tempo pra fazer outras coisas, por que não? Mas, e isso é o principal, sempre tem alguém que se importa, que está presente de verdade, atento para ouvir e disposto para discordar, se for necessário. Sempre tem alguém que não se submete a tudo, que quer aprender algo novo com convicção, que questiona meus métodos, reclama do que é injusto e me desafia a ser melhor a cada dia. Como eu disse, esses sempre serão poucos, mas eles existem e é pra eles - é pra você! - que eu falo e escrevo.

Ainda está aí? Então, uma última coisa: aprendi que eu preciso agradecer mais. No final de tudo, junto com as angústias, os medos e incertezas, a impressão que eu tenho é que ser professor envolve um aprendizado contínuo, não sobre os assuntos que eu ensino, mas sobre mim mesmo, sobre ser um ser humano melhor, uma pessoa mais honesta, com mais vontade de realizar coisas boas.

Então, obrigado! De verdade. Você me ofereceu o que podia em nossas aulas e me ensinou certamente mais do que eu pude ensinar a você. Obrigado.

Procrastinar é uma arte

Todo final de semestre eu tenho que lembrar os estudantes disso:

Procrastinar é uma arte. E nessa arte eu sou um verdadeiro mestre.

Como está chegando o final do semestre e os estudantes sempre arranjam um jeito de deixar tudo pra última hora, decidi fazer um esquema gráfico para lembrá-los das consequências da enrolação. O curioso é que, apesar de ter feito pensando nos meus alunos, eu consigo me ver exatamente nas piores escolhas desse gráfico. 

Mas como eu disse, procrastinar é uma arte. E a arte não se explica.